É preciso amar

Esse ano não está nada fácil, as pessoas esperam que eu escolha um lado, tome um partido e talvez seja necessário me retratar.
Eu amo pessoas de todos os tipos, eu amo os pobres e os ricos, eu amo os cultos e ignorantes, amo as putas e as santas, amo  gays, amo bis e amo gente que se quer entende que orientação sexual se nasce, amo gente que assiste filme cult e gente assiste novela da globo, amo drogados, nóias, loucos e amo caretas sóbrios, amo ateu, católico, espírita. Amo gente que fala muito e gente que só observa, amo quem ouve rock, bossa nova, hap, pop, forró, samba, axé. Amo quem é transparente e quem é mistério, Eu amo pessoas.
O mundo é feito de diferenças e não somos todos iguais, se quer somos todos os dias a mesma pessoa.
O mundo é feito cores e não importa verdadeiramente que lado você está e sim como você ama as pessoas, e amar pessoas é entender que elas erram e que você erra, amar as pessoas é entender que não existe um jeito certo de ser, ou um jeito certo de amar, e entender que intolerância não se paga com a mesma moeda.
Se amar for meu mal, que esse mal seja contagioso, porque eu cansei de tentar achar uma cura.

Sobre um sonho.

Eu lembro a primeira vez que eu te vi naquela tarde de outubro, olhos castanhos e sorriso sincero, daqueles que muda seu rosto todo. Lembro de falarem que você era meu número, mas pensei que não existia a menor chance.

Tinha outros planos pra aquela data, outro estado, outro caminho. Mas aconteceu como tinha de ser, eu acho.

Tentei ser um cara legal, sociável e talvez tenha até abusado mandando em coisas sugerindo roteiros, eu nem sabia o que estava fazendo, perdido como meus próprios planos.

Ainda lembro da parede do seu quarto e a decoração que não dizia nada a seu respeito. Fiquei me imaginando aí em outras horas, apenas sonhando, eu não acreditava ter chances, tanto sol, tantos caras, tanta festa, não tinha a menor chance.

Um punhado de Nirvana e coisas dos Anos 90 te assustaram, eu não era seu tipo de cara, eu era exótico, tentando chamar sua atenção, nem sei se fui eu mesmo.

Noite quente, brisa leve, jovens sendo jovens no escuro com estrelas e cigarros. Eu não imaginei o por do sol, encostada no meus ombros, eu pensei em te beijar, mas talvez fosse apenas um momento, talvez eu estivesse entendendo errado.

Eu estava fascinado!

Eu precisava do seu beijo, fascinado pelo seu mistério, por esse seu jeito de não se importar. Quando você se encostou do meu lado eu entendi que talvez eu estivesse errado e talvez eu tivesse sim todas as chances, um beijo seu e eu esqueci que horas eram, esqueci que tudo a nossa volta era caos. Não parei de olhar seu rosto, me distrai até dormi.

Beijos, chuva, luzes no céu, sol, areia, mar , túneis quase um vídeo clip comemorativo de temporada, eu sempre lembro.

O dia passou volta a realidade, esperei sua resposta, errei desde o começo tentando não parecer um louco, mas você apareceu e eu sorri, apareceu sumiu, falou do céu e de visitas inesperadas, apareceu, sumiu e eu nunca te pedi pra ficar, não quis parecer um louco.

Eu deveria ter te pedido pra ficar, mais que vídeo clipes poderíamos ter tido uma história. Mas agora eu sou só um louco, com muitos sonhos e memórias.


Street Spirit

Perdido em pedaços da vida que construiu.

Eu ainda me lembro de quando éramos apenas almas perdidas gastando tempo em estacionamentos, pegando a estrada e rogando por um pouco mais de emoção.

Você é a doença presa em meus ossos, coisas que não importam mais e ainda ferem.

Venha domine minha alma como você fez com a minha mente;

Roube minhas canções, roube meus dias de chuva;

Venha reescreva as linhas inacabadas que você deixou nesse lugar;

Roube o rancor que ficou, roube toda essa dor.

Vamos ser jovens para sempre, em algum lugar,

Vamos falar sobre as coisas que só nós sabemos;

Vamos viver de inconsequência só mais esse dia.

Venha e mergulhe sua alma em amor, se perca em si mesmo em pedaços de pequenas mentiras, que não causam dor e mesmo assim te matam.

Mergulhe sua Alma em Amor!

Possibilite-se, Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!

Oi, estava tentando escrever algo mais bem elaborado, mas a realidade é que minha única intenção é compartilhar algo aqui que me deixou extremamente feliz, então vou simplesmente contar uma pequena história, sem me preocupar muito com formato do texto.

Eu nasci em uma família tradicionalmente católica, na qual sempre me foi imposta a ideia que aquilo era a verdade absoluta sobre as religiões e sobre a vida que eu deveria seguir. Até meus 15 anos eu não só frequentava a igreja, como era intolerante com qualquer religião que não fosse a que eu seguia, agora me perguntem por que? Eu simplesmente não sabia dizer, e a realidade é que eu não entendia nada sobre a minha própria religião e muito menos sobre aquelas que eu menosprezava.

Sempre fui muito fã de história e através desse interesse fui abrindo os olhos para seriedade que era defender uma bandeira cegamente, e dai começaram as mudanças na minha vida, surgiram outras matérias do meu interesse como a sociologia, filosofia que me abriram as portas pra coisas que eu não conhecia, e que me faziam ter uma visão mais ampla de tudo aquilo que eu não percebia antes. Não me lembro exatamente em que momento foi isso, mas eu me lembro claramente de como um dia me deparei com a letra de uma música que eu já gostava muito, mas que nunca tinha dado o valor que ela era merecia, que era a música Imagine do John Lennon, eu percebi que era aquilo que eu queria pro mundo, era aquilo que eu queria pra minha vida.

Não é fácil se libertar de algo, ainda tento explicar pra minha família constante meus motivos de não ir a igreja nos domingos, e explicar meu conceito de religião hoje que consiste em está aberta a conhecer o máximo que puder e considerar válidas toda a forma de fé ou falta dela. Hoje eu sou livre pra acreditar naquilo que me cabe, sem doutrina e barreiras, com leque infinito de possibilidades.

Meu foco não é explicar ou falar de religião aqui nesse texto, mas foi pela religião que eu dei a primeira abertura pra minha mente limitada e intolerante ser algo melhor que isso. A verdade é que mesmo com isso eu ainda tinha vários preconceitos, e isso me fazia mal, um sentimento de superioridade baseado em nada, um sentimento tão ruim que me fazia ficar maluca e me sentir mal com as pessoas ao meu redor. Não foi do dia pra noite que isso mudou, a verdade é que nesses 21 anos de vida eu tive que passar por mal bucados pra entender que as pessoas ao meu redor são como eu.

Quando eu tinha 18 anos eu comecei a trabalhar, foi nesse momento da vida que eu percebi o quanto as pessoas que eu menos esperava, tinham tanto a me oferecer e ensinar que eu já mais poderia imaginar. Acho que nesse tempo eu trabalhei com todos os tipos de pessoas, e cada uma delas independente da idade e da classe social ou qualquer outro fator, cada uma delas me ensinou algo de certo modo, talvez eu não tenha percebido no momento, mas hoje eu percebo que por mais diferentes que fossem aquelas pessoas, elas eram como eu, e fazem parte também do que eu sou e sei hoje.

Essa história desse texto me veio na cabeça hoje, quando eu estava vendo uma entrevista com um cantor de rap (No caso o Criolo, que eu admiro muito por sinal), e eu parei e lembrei que um tempo atrás eu tinha uma visão tão diferente sobre rap, e depois que eu conheci esse cantor e o pouco que eu sei sobre gênero musical me fez enxergar tantas coisas sobre uma realidade que eu não conhecia, e eu me senti tão feliz por conhecer algo novo, mais do que isso eu me sinto feliz por está aberta a conhecer.

Hoje eu sinto que o mundo é tão maior do que aquilo que eu pensava, e ao mesmo tempo esse mundo é tão menor quando eu conheço um pouco sobre ele, seja através de uma simples música, um trabalho, história ou até mesmo uma pessoa. Eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo, e que preciso conhecer e me libertar de tanta coisa ainda, mas hoje eu fiquei feliz porque percebi que eu posso mudar, que todo mundo pode mudar quando se possibilita a conhecer o mundo de mente, alma e coração aberto.

Enfim, só queria compartilhar isso com vocês porque estou feliz e deixar essa mensagem: Possibilitem-se, apenas isso.

Então vamos falar de Karma?

– Karma ou carma significa ação em sânscrito, e é um termo vindo da religião budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pelo espiritismo. Na física, essa palavra é equivalente a lei: “Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário”.

Ação e reação, o Karma é essa coisa que joga na nossa cara todas as coisas boas ou ruins que a gente faz na vida, eu particularmente tenho uma relação de amor e ódio com essa história de karma, porque claro é maravilhoso quando o mundo gira e a justiça é feita, eu sempre espero nas situações adversas da minha vida para que isso de alguma forma aconteça, e pode parecer besteira, mas todas as vezes, algumas nem tão rápidas, mas em todas as vezes o mundo girou e de uma certa forma eu vi as coisas boas acontecendo em troca de todas adversidades que eu tinha passado antes, e com relação a absolutamente tudo, seja amor, trabalho, amizades, enfim qualquer coisa.

Porém, nem tudo nessa história de Karma é bonitinho, porque sendo humana, e humanos sendo criaturas totalmente passiveis a erros, eu também erro, e muitas vezes não tenho noção da dimensão dos meus atos, e ai que o  tal do Karma vem me lembrar: “queridinha, sabe por que você está passando por isso? Porque você fez isso, isso e isso”, e é mesmo uma droga quando isso acontece, apesar de te fazer refletir sobre tudo que você fez ou fará.

O fato é que as pessoas de modo geral reclamam e reclamam da vida, eu pelo menos reclamo absurdamente sempre, mas a verdade é que todas as coisas são apenas reflexos de todos os nossos atos, e se você está se ferrando, das duas uma, ou mereceu realmente isso por alguma coisa que fez, ou é o efeito do erro de alguém e assim sendo, verá as coisas fluírem uma hora ou outra, mesmo que não seja como você espera.

A realidade é que estou falando de Karma aqui pra ter um motivo pra acreditar que as coisas vão melhorar, pois estou meio que ferrada, e putz dessa vez eu não sou a culpada pelas minhas adversidades nessa vida, mas como diria o cantor pop “What goes around, goes around, goes around, Comes all the way back around” e essa é a verdade, porque a vida amiguinhos é justa, os injustos somos nós.

Suck It And See, Mas Vamos Com Calma!

Acho que não existe palavra mais clichê em livros motivacionais do que a palavra “arrisque-se” não que eu saiba realmente o conteúdo de um livro motivacional, mas eu precisava de uma introdução pra falar sobre ~ SE ARRISCAR~. A verdade é que as pessoas gostam muito de dar o conselho “tente a sorte”, “arrisque-se”,  e coisas do gênero, e eu não sou definitivamente a melhor pessoa pra ouvir isso, porque provavelmente eu faço isso somente nas situações nas quais eu deveria ter pensando bastante nas consequências, e não só ter tentado a sorte.

Se arriscar não é sempre ruim também, é claro que não, as vezes é necessário colocar a cara a tapa, ter atitude, ir em frente esse mimi todo de gente forte e com personalidade, que não tem medo de negativas, não tem medo das consequências, de bater a cara na parede, de ouvir não, enfim essas coisas de gente que tem como consolo o “eu tentei”, “melhor se arrepender do que fez, do que daquilo que não fez” e vivem muito bem assim, eu por sinal invejo tremendamente gente assim.

Não sou da pessoa que mais gosta se arriscar na vida, mas parte de mim é impulsiva/inconsequente, minha parte que implora “VAMOS LÁ PAGUE PRA VER, VAI SER DIVERTIDO”, e quase sempre eu me meto em várias situações nas quais eu me divirto sim e muito, e nem sei dizer quantas vezes eu já fiz isso, e praticamente todas as vezes eu não consegui medir as consequências de toda essa diversão, não que eu me arrependa de nada do faço, o que realmente me tira o juízo e não saber sair das situações depois. 

Sabe quando você diz pra si mesmo “Ok, vamos lá”, e você vai e só pensa nos pontos positivos, mesmo sabendo que existem pontos negativos, e jura pra si mesmo que você vai saber lidar com os pontos negativos e os pontos positivos vão se sobressair aos negativos? Bom, não sei na vida de vocês, mas na minha isso nunca dá muito certo, eu fico remoendo um milhão de anos (com perdão do exagero) o fato de não ter pensando nas milhões de situações adversas, só depois de muito tempo eu consigo me conforma com fato de que tudo bem, você teve pesadelos, ficou frustrada, esperou por coisas que não aconteceriam, teve que corrigir algumas coisas, controlar seus atos falhos, se prometer mais mil vezes que não cometeria o mesmo erro, controlar os mais bizarros dos seus sentimentos dias e dias, mas sim, você se divertiu muito por ter “pagado pra ver”.

Provavelmente a conclusão de todos os meus textos nesse blog ultimamente andem saindo muito favoráveis, e vou terminar isso aqui dizendo que siiiim “Suck it and see you never know”, vamos nos diverti, mais um, dois, três, quatro, cinco, quantos dias forem possíveis, vamos lá tentar um milhão de vezes até sair do jeito certo, ou que dê errado depois, que venham mais dias, meses de paranoia, mas se um dia for legal, se a diversão valer, não espera nada não, SE JOGA. 

Paraquedonauta.

Do nada ao nada, 

Iludindo a verdade de forma dura,

Eu estou caindo, essas rachaduras não podem me segurar.

Do nada ao nada,

Eu não estou procurando nada,

Eu não estou esperando nada,

E essas rachaduras não podem me segurar. 

Do nada ao nada,

Não tem sentimento aqui,

Caindo no esquecimento,

Nada do que passou parece mais real,

Eu estou caindo, essas rachaduras não podem me segurar.

Do nada ao nada, 

Não preciso fazer sentido,

Essas rachaduras não podem me segurar,

Eu ainda me agarro, eu ainda tento.

Do nada ao nada,

Essas rachaduras ainda serão degraus. 

Eu tenho mais de 20 anos, eu tenho um milhão de sonhos.

Quanto mais o tempo passa, menos certezas eu tenho…

Vinte anos, quase vinte e um, e se me perguntassem o que eu espero da vida eu sinceramente não saberia responder. Nunca me imaginei com vinte anos, e olha só, aqui estou e não tenho nada planejado pra depois, nenhum desejo extraordinário pra alcançar, nenhum um objetivo de grande importância, nem se quer sei se quero continuar o que já estou fazendo.

Alguns anos atrás, tudo que eu queria era fazer dezoito anos, sair de São Carlos e fazer faculdade, hoje moro em Diadema, faço faculdade e moro sozinha e não é nada do que eu imaginava que seria, nem sei se gosto de fazer faculdade, o lugar onde moro não é melhor do que São Carlos, e definitivamente daria tudo pra ter menos de dezoito. 

O ponto é, estou naquele momento da vida que não tenho certeza que minha vida está no rumo certo, mas não faço ideia de que outro rumo deveria tomar, do que desejar ou do que tentar alcançar. Eu quero muitas coisas, nem caberia em um texto todas elas, mas nenhuma delas me motiva ao ponto de dedicar minha vida, ou me possibilita algum sentido maior nas coisas que eu faço. 

No fundo eu sei que meu maior problema consiste em querer tudo, querer ser tudo, querer viver tudo, quero tudo de uma forma tão igual que nunca sei por onde começar, e toda vez que escolho algo como objetivo me sinto limitada, como se estivesse perdendo as outras milhões de coisas que não escolhi.

É provável que eu não deva buscar sentido em tudo isso, nem buscar um objetivo, porque talvez viver bem seja exatamente está aberto a todas as possibilidades, e não esperar nada da vida, porque no fim das contas o futuro não existe, o que me deixa livre pra ser qualquer coisa hoje, e não existe nada melhor do que liberdade.

 

Stuck on the Puzzle, que não diz nada.

Não sou do tipo de tolo que vai lhe falar sobre estrelas,

Mas quando eu olho pra você, eu tenho vontade de descobrir as galáxias,

 Só pra poder  te falar sobre todas elas.

 

Você tem esses olhos que não me dizem nada,

Você é como chuva no verão, que vem e vai, e só te faz querer mais,

Eu deveria ter partido antes de ficar tão preso ao enigma,

Eu estou preso a esses seus olhos que não dizem nada.

 

Repassando a mesmas cenas, repetindo mentalmente todos os diálogos,

Tentando entender esse seu efeito, eu não esqueço,

Formulando teorias matemáticas, tentando explicar aquilo que eu já sei,

Mas garota, eu ainda penso que você é um enigma,

Com esses seus olhos que não me dizem nada,

Eu ainda quero poder te decifrar.

 

E garota, não sei como isso simplesmente deu errado,

Talvez fosse esse magnetismo que o  tempo todo era só seu,

E todos esses sonhos tolos eram só meus,

E talvez o enigma fosse simplesmente,

Que esses seus olhos nunca quiseram me dizer nada.

Verdadeiramente eu, mesmo que seja estranho…

Ando passando por um milhão de situações, que me fazem pensar o quanto de sinceridade está faltando na vida.

Não sou do tipo de pessoa mais sincera, não por falsidade, longe disso, mas na maior parte das vezes eu apenas guardo meus pensamentos, minha opinião, e meus desejos pra mim, sem sentir a necessidade de expôr nada disso, pelo menos não de forma explicita, vou me expressando aqui e ali com músicas, gestos, olhares, textos, deixando tudo meio subentendido.

Nunca tinha pensado muito bem nas consequências de deixar as coisas subentendidas, e pra mim sempre foi mais cômodo deixar tudo assim, até a hora que eu estava do outro lado, com uma porção de subentendidos me deixando maluca, como se tivesse uma série de enigmas pra resolver.

Comecei a me questionar sobre como as pessoas agiam diante da sinceridade,  e sei que é óbvio que ninguém no mundo tá pronto pra ouvir toda verdade, assim como ninguém tá pronto pra aguentar as consequências e respostas  para todas as verdade que diz. O problema é quando a falta e ocultação da sinceridade vira hábito, quando isso começa a ocorrer não em nome da boa convivência, e sim por medo, medo do que as pessoas vão achar, medo do que possa parecer, enfim, qualquer tipo de medo.

Deixei uma série de coisas subentendidas na minha vida por medo, medo de ouvir o que não queria, medo da minha opinião ser insignificante, medo de perder o emprego, medo de perder o amigo, medo de magoar alguém, e quando eu paro e me pergunto o que eu ganhei, eu vejo que não ganhei absolutamente nada, no fim eu só sai com vários nós na garganta, esperando que as pessoas tivessem entendido sem que eu tivesse a necessidade de dizer nada, mas elas não entenderam, ou entenderam coisas erradas, no fim eu só sai com vários arrependimentos, e com o pensamento de “nossa eu deveria muito ter dito tal coisa”, e sabe, isso é uma droga.

Escrevi sobre isso, pra poder olhar e dizer pra mim mesma: Olá otária não sorria e acene, vai lá e diz, não fala pra aquele babaca que ele tá certo quando ele tá totalmente errado, não fica calada quando um idiota do trabalho falar uma coisa absurda só porque está uns cargos acima do seu, aceitando o que ele diz como se fosse verdade, diz pros seus amigos quando não estiver afim de ir em um lugar ao invés de ir e ficar com cara de quem não está gostando, para de ficar encarando as pessoas pra que elas adivinhem o que você quer com elas vai lá e fala,  para de tentar ser delicada com a pessoa que está tentando ficar com você  e você não quer e fica adiando, e simplesmente fala que não vai rolar, para de jogar indireta, para de ignorar pra não dizer, para de deixar subentendido o que você quer com as pessoas e depois se lamentar por ela achar que você é louca e quer casar, quando você só queria alguém pra se divertir sem pretensões, para de demorar pra dizer as coisas por achar que existe um melhor momento, para de fingir que está tudo bem e ignorar as coisas quando você está explodindo por dentro querendo fazer algo, para de ficar com um milhão de palavras presas na garganta pertubando, e diz logo o quer, o que pensa, o que acha. Enfim, não espere a verdade do mundo sem ser a verdade que você deveria ser primeiro, seja a mudança que você quer ver.